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sábado, 10 de setembro de 2011

Maputo Ocupada temporariamente


“Ocupações Temporárias 2011” instala-se de novo na capital trazendo a arte contemporânea aos lugares comuns dos cidadãos. O projecto teve início ontem e vai decorrer até o dia dois de Outubro em Maputo.
Levar a arte ao povo

A Faculdade de Medicina da UEM, a Associação Moçambicana de Fotografia, o Cinema Scala, a Av OUA e a Av 25 de Setembro acolherão as intervenções de Camila de Sousa, Filipe Branquinho, Jorge Fernande, Shot-B e Azagaia, na segunda edição do projecto OCUPAÇÕES TEMPORÁRIAS.  

A exposição, que este ano tem como mote a Precariedade,  mantém o objectivo de se constituir numa plataforma de apresentação de artistas de diferentes disciplinas, com diferentes vivências e escolas, numa mostra da produção artística contemporânea moçambicana disponível para todos os públicos.

De 11 de Setembro a 2 de Outubro de 2011, decorre a segunda “versão” de um projecto de ocupações artísticas de espaços não convencionais da cidade de Maputo e tal  como na versão anterior, foram convidados artistas de naturalidade moçambicana para intervir e ocupar locais distintos que fazem parte do circuito urbano da capital e que por isso constituem territórios franqueado a todo o tipo de público. A exposição colectiva resulta assim numa rede de mostras individuais em espaços “invulgares” onde as intervenções artísticas se realizam sem alterar a função original do lugar.

Precariedade

“Ocupações Temporárias 2011” inaugurará no dia em que se celebram 10 anos sobre o ataque às torres de Nova Iorque, o dia que marca a queda do mito da segurança inviolável, o fim da tranquilidade colectiva. Novos interesses parecem estabelecer-se e com isso novas ordens que alteram estruturas fundamentais como o trabalho, o parentesco, as relações sociais e até as identidades. Estes são os tempos da Precariedade, do transitório, do temporário, do inseguro.
O que acontecerá ao que sempre nos foi confortável e apaziguador, ao que sempre tivemos como definitivo, permanente, seguro? Voltará? Queremos que volte? Saberemos, poderemos, conciliar frenesim com eternidade? Resultado com paciência? Sucesso com memória? As Ocupações Temporárias 2011 são elas próprias, por definição, precárias, tendo em conta os locais e condições em que se apresentam, mas na versão deste ano sê-lo-ão ainda mais, já que se apresentam assumidamente como uma proposta de reflexão pública sobre o tema que terá um espaço de particular relevo nos encontros com artistas e as conferências a realizar em parceria com a Academia.

“Arte com Pedras Preciosas de Moçambique”


Foi inaugurada na semana passada, na Mediateca do BCI, em Maputo, a Exposição de Arte com Pedras Preciosas de Moçambique.

O laboratório de Gemologia foi criado em 1999, na Universidade Eduardo Mondlane pela iniciativa do Dr. Professor Akil Askar, que para além de investigar propriedades físicas das pedras de gemas de Moçambique, exprime a sua inspiração e fantasias líricas na criação destas obras artísticas feitas de gemas, neste laboratório. Foi formada uma equipa de técnicos nacionais, que realizam ideias artísticas.
Esta Exposição é composta por 45 obras, onde o ramo apresentado é dos mais antigos, mais difíceis e trabalhosos, pois exige certos conhecimentos em design e técnica específica de trabalho com material frágil e valioso. Os ingredientes principais são a paciência, equipamento e ferramenta de diamantes, certos conhecimentos de Gemologia, design e muita alegria.
O autor usa ainda tecnologias modernas e elabora tecnologias próprias de tratamento de gemas.
São, pois, muitas as razões para visitar esta lindíssima Exposição, que estará patente na Mediateca do BCI entre os dias 8 a 17 de Setembro, com entrada livre.

África presente em forma de arte


"Africa Aqui", é a designação genérica de uma colectiva de amigos que comporta artes plásticas, fotografia e escultura patente na Associação Moçambicana de fotografia.
Numa iniciativa do consagrado artista plástico moçambicano, Silvério Sitoe, fazem igualmente parte deste movimento o escultor Ndloze, os fotógrafos Funcho e Cumbana.
A exposição patente naquela instituição cultural conta com 38 quadros cujas técnicas usadas são o óleo e o acrílico sobre a tela.
Silvério Sitoe, criador e inovador de técnicas mistas, junta o útil ao agradável brindando a realização dos X Jogos Desportivos Africanos que acontecem pela primeira vez no País. Funcho, assim reconhecido no País e no mundo como fotógrafo renomeado, juntou-se a esta iniciativa para com as suas fotografias que falam por si, reportar a imagem do saudoso e prestigiado presidente Samora Machel. Por seu turno o fotógrafo Cumbana, apresenta-nos imagens belas de "donzelas" suázis em desfile para que o Rei Mswati escolha a nova esposa.
O escultor Ndlozy, celebridade na escultura, reporta a identidade africana através das vestimentas da Mulher. Dos 38 quadros do autor da iniciativa, a característica das telas são as cores verde, amarelo e o vermelho onde a reflexão são as belas mulheres de cabelos bem tratados, trajadas de capulanas cujos contornos identificam o género avantajado. São obras que de longe chamam atenção aos amantes das artes.
Segundo Silvério Sitoe, a colectiva com os seus amigos constituiu uma chamada de atenção aos participantes aos jogos africanos que Moçambique, é um ponto turístico obrigatório do momento dadas as diversidades turístico – culturais. A Paz, outro principal condimento, é o símbolo das cores e movimentos que espelham as várias obras expostas -explicou o artistas Silvério.
Dado interessante, foram as visitas à exposição de comitivas de jogadores das Maurícias, Cabo Verde, África do Sul e Ruanda.
Para o artista, àquela visita, revelou prestígio a sua colectiva mas para a comitiva dos jogadores, consideraram a visita uma verdadeira terapia para melhoria de novos recordes desportivos.
Sitoe está de malas aviadas com destino à Finlândia onde leva um grupo de artistas para uma exposição itinerante e ele com a responsabilidade de Curador.
A colectiva na Associação Moçambicana de Fotografia encerra no próximo dia 13 corrente às 12 horas.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Butcheca expõe em Maputo


RUÍNAS DO PASSADO | BUTCHECA(Moçambique)

RUÍNAS DO PASSADO apresenta obras realizadas entre 2010 e 2011, trabalhos que vão da pintura, no seu formato convencional, à instalação, com peças que ultrapassam a bi-dimension­alidade da tela
e que constituem trabalhos escultóricos de grandes dimensões em que exploro a técnica mista na sua concepção mais vasta, misturando materiais, técnicas e suportes diversos.

A temática abordada e referenciada no título RUÍNAS DO PASSADO remete para o que está destruído, degradado ou perdido no passado, sendo que existe sempre a possibilidade de transfor­mar o velho em novo como forma de construir o presente e o futuro.

Edição 1 - Nós - Artes e Culturas

TV-NUMA PALESTRA COM ESCRITOR BRASILEIRO, RUBERVAM DU NASCIMENTO